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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O Anjo Negro da Gávea

Obina cativando uma criancinha
Alguns futebolistas ganham mais notoriedade como personagens folclóricos do que como jogadores de futebol. Temos Fio Maravilha, Dadá, Valderrama, dentre outras figuras clássicas que entraram pro hall de jogadores mais famosos fora do que dentro de campo. E um caso mais do que clássico na memória recente do Rubro-Negro é o do antigo "Xodó" do Flamengo, o "Anjo Negro", aquele que ousou ser melhor que Eto'o: Obina (Só alguém folclórico é capaz de ter tantas alcunhas).

O Obina da Gávea era paradoxal. Era um artilheiro de gols improváveis, mas tinha a "singela" característica de perder gols feitos. No fim de sua passagem pelo Flamengo, esse traço estava bem acentuado e o Xodó passava por péssima fase, o que ajudou na sua saída do clube. Apesar disso, teve boa passagem pela Gávea durante os cinco anos em que esteve por lá, conquistando importantes títulos e salvando milagrosamente o Fla do rebaixamento em 2005.

Mesmo não sendo um primor no que diz respeito à parte técnica, alcançou a idolatria da massa rubro-negra com seus gols salvadores e improváveis (se enroscando na rede do gol, rompendo ligamento do joelho após marcar, chutando com o bico do pé,  dentre outros lances de extrema bizarrice e sorte, que só um iluminado é capaz de realizar). Foi eternizado pra sempre na memória da torcida do Mais Querido e até de outras com o canto "Ôôô, Obina é melhor que Eto'o!"

Um dos momentos que marcaram a minha lembrança de torcedor do Obina FC foi o seguinte:

Eu ouvia um jogo do Mengão, não me lembro qual, pela Rádio Globo, quando comecei a reparar que o Obina não devia estar num de seus melhores dias:
- Obina chuta pra foooora! - gritava o narrador.
- Obina isoooola a bola! - berrava o comentarista.
- Obiiiiiina! - guinchava sempre o 2º comentarista, em tom propositalmente desafinado, mostrando que o Xodó naquele dia desafinava mais que violão empenado.
Lá pelas tantas do jogo ele reaparece em mais um lance bisonho e de extrema falta de noção futebolística. O Garotinho, narrador da Rádio Globo, dessa vez não perdoa:
- Esse Obina pode não jogar nada, mas é muito engraçadinho!

Obina marcou história na Gávea e continua fazendo sucesso por onde passa (ano passado no Palmeiras e atualmente no Atlético-MG). E confesso que, apesar de toda a desaprovação de parte da torcida no finzinho de sua passagem no Flamengo, sinto falta de ver o Xodó jogar no Mais Querido. Lá ele fazia acontecer o improvável e o imponderável, com a facilidade de um ser acostumado a ser predestinado. O futebol, cada vez mais burocrático e chato, precisa de mais Obinas.

***

Pra terminar o post, gostaria de resgatar algumas pérolas clássicas do Obina Facts, que é bem antigo (deve ter uns 3 ou 4 anos), mas divertidíssimo:


Obina Facts

- "Ser ou não ser?" Eis a questão. "Obina". Eis a resposta.

- Obina não chuta à gol, ele maltrata a bola até ela sair correndo

- Obina não usa relógio, ele decide que horas são

- Deus perdoa, Obina não.

- Se Obina fosse Zidane, Materazzi não estaria vivo.

- Obina não faz aniversário, faz história.

- Obina não é gordo, ele tem fome de bola. 

- Deus perdoa, Obina não. 

- Obina consegue comer 50 acarajés em 20 segundos. 

- Obina não chuta de trivela, ele dá um Roundhouse Kick na bola. 

- Obina inventou o futebol em 6 dias. No sétimo ele descansou. 

- Zico gritou: “Bate para o gol, Obina”. Obina respondeu: “Peça por favor.” 

- Entre Pelé e Maradona, Obina ganha. 

- Quando Obina marca um gol, ele não corre em direção da arquibancada com o dedo levantado para agradecer a torcida, mas para chamar o vendedor de pipoca. 

- Onde o goleiro pisa, jamais nasce grama de novo. Onde Obina pisa, nasceum jardim inteiro. 

- Se Obina ainda não fez gol em um jogo, o jogo ainda não acabou. 

- …e então Zagallo disse: “Vocês vão ter que me engolir!”. Obina retrucou: “Com pimenta ou sem pimenta?” Aliás, “Obina é Seleção” tem 13 letras. 

- Certa vez, numa pelada, Obina preparava-se para bater a falta e o goleiro gritou: “chuta igual a homem!” Nascia a bola de futebol americano.

- Dom Pedro: “Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico!”. Obina: “Isso, aproveita e vai na cozinha pegar um acarajé pra mim.” 

- Após Obina assistir o filme “O Chamado”, o telefone tocou. Obina atendeu. Samara: “Quem é?” Obina: OBINA. Samara: “Desculpa, foi engano.”

- Nas transmissões de jogos, Galvão Bueno fica na cabine exibindo cartazes dizendo: “Alô, Obina! Olha pra gente!”

- Quando Deus fez Pelé ele assistia os VTs do Obina. 




segunda-feira, 12 de julho de 2010

Balanço da Copa: "Nada como um dia após o outro"



         A Copa do Mundo da África do Sul chegou ao fim. E este foi um mundial, no mínimo, diferente: O futebol parecia ser apenas um detalhe, quase um coadjuvante, e os momentos mais marcantes estiveram mais presentes fora das quatro linhas do que dentro delas. Foi polvo dando lição a cronistas esportivos de como deve ser feita uma previsão certeira de jogo aqui, vuvuzelas polêmicas (e insuportáveis) substituindo os tradicionais cantos da torcida ali, torcedora paraguaia "de peito" prometendo desfilar pelada, treinador comendo meleca, dentre outras bizarrices.
         De futebol mesmo tivemos a bola que virou personagem (e bode expiatório de alguns lances de inabilidade) e a zebra desfilando nos primeiros jogos. Aliás, há um bom tempo que a equina não distribuía tantos coices como distribuiu nesta Copa. Os resultados bizarros deram até um ar divertido à copa, que demorou a empolgar no início. França, Itália, Alemanha e até a campeã Espanha foram as vítimas dessa vez, logo na fase de grupos.
        Quando o mata-mata começou, o futebol de verdade, enfim, deu as caras. Algumas pelejas foram memoráveis. Até Uruguai x Gana, que era o jogo menos badalado das quartas de final, entrou pra história. E Suárez deu uma mãozinha pra consolidar, de vez, a moda de usar a mão (seja de Deus ou Diabo) nos mundiais.
        Por fim, a Espanha sagrou-se campeã e perdeu o incoveniente título de “amarelona da hora H”. E ganhou com justiça, diga-se de passagem. E como o Falcão, comentarista da Globo, disse muito bem, foi o “resgate do futebol bonito que ganha jogo”. Será que surge aí o precedente pra uma revolução contra o futebol burocrático/chato/cheiodevolantesquenãosabemsair que perdura no mundo da bola? De qualquer maneira, parece até que a honra da Seleção Brasileira de 82, (que encantou, jogou bonito, mas foi marcada pra sempre por não ter conquistado a Copa) foi resgatada pela conquista inédita da Espanha. O futebol arte agradece.

        Mas mesmo com todos esses adjetivos que fizeram desta Copa da África inesquecível, não são estas as lembranças mais marcantes que ficaram do torneio. Pelo menos não para os brasileiros. A frase que marcou esta Copa, pelo menos para mim, foi:


“Nada como um dia após o outro.”

Sexta-feira, 2 de Julho, cerca de 11h
        - Filho da p@#$%!!! - vem um grito da sala, que me faz acordar e lembrar que tá passando Brasil x Holanda. Pelo grito, achei que fosse gol da Laranja, mas não: Era um lindo gol do Robinho. O palavrão foi desabafo pelo primeiro gol anulado.
        Fico instantaneamente animado com o bom futebol apresentado, e até arrisco quem o Brasil enfrentaria na final. Tava no papo.
        Mas já dizia a música, “tristeza não tem fim, felicidade sim.”
        Dois gols bisonhos. Felipe Melo golpeando um jogador caído, à la MMA. Fim do sonho do Hexa. Melhor nem entrar em maiores detalhes. Basta apenas dizer que o resto do dia foi extremamente melancólico.

Sábado, 3 de Julho
         Já mais animado, era hora de uma missão importante: secar os hermanos. Mas, de fato, era um jogo imprevisível. Ainda assim, algo me dizia que a Argentina perderia. Era oba oba demais pra uma seleção que não tinha enfrentado ainda um desafio real. Foi uma pena ter desistido de apostar poucos minutos antes do jogo.
         Começa Argentina x Alemanha. Não recuperaríamos nossa honra, mas seria reconfortante ver os vizinhos/rivais voltando pra casa também, ainda mais com o favoritismo com que chegaram.
         3 minutos de jogo e gol. Cara, era bom demais pra ser verdade! Tão rápido assim era inesperado.
         Então veio o baile. A cada gol que saía, ouvia os gritos de vizinhos, fogos e festa. Até mais que nos gols do Brasil nesta Copa.
         Final de jogo, Argentina 0 x 4 Alemanha. O site argentino Olé, o mesmo que caçoara do Brasil no dia anterior, fora do ar. Um sorriso estampado no rosto, e uma alegria imensa substituindo a tristeza da eliminação canarinho. 
 
 Perder de 4, que coisa triste...
        
Nada como um dia após o outro. Quem disse que tristeza não tem fim? 


***

    Gostou? Odiou? Ofendeu-se?
    Tem algum elogio ou ofensa que tá fazendo seus dedos coçarem?

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Ôôô... O Galinho voltou!

Kléber Leite, Márcio Braga... Não sei nem dizer o nome de todos os dirigentes que tentaram trazê-lo de volta à Gávea. Mas agora ele voltou.

Nesse domingo, depois de uma reunião de três horas com a presidente do Flamengo Patrícia Amorim no CFZ, o Centro de Futebol do Zico, o Galinho confirmou seu retorno à Gávea!

Zico fechou um contrato até o fim de 2012, quando também termina o mandato da Patrícia, e vai assumir o cargo de executivo de futebol do Flamengo, dirigindo todas as divisões de base!

Pode parecer banal para alguns, mas não se trata só do retorno de um ídolo, e sim de um grande símbolo do Flamengo. Um símbolo que agrega valor demais à marca Flamengo, e pode atrair grandes valores ao clube!

É o retorno do Rei, e acho que qualquer rubro-negro não poderia ficar mais feliz com isso!

   Agora posso dizer:
"Não ví Zico jogar, mas o ví administrar..."


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